13 de abr de 2011

Macarani: de quem é a responsabilidade pela segurança pública?

Módulo policial do Marjórie Parque
No dia 07 de fevereiro a população de Macarani passou pelo trauma de uma ação criminosa em que assaltantes invadiram o banco do Brasil, única agência bancária da cidade, e fugiram sem deixar pistas. Num gesto programado, dos 06 bandidos que compunham o bando, 03 adentraram a agência na tentativa de arrombar o cofre com um maçarico, contudo, a intenção foi frustrada ao soar o alarme. Na iminência da chegada da Polícia, fugiram em direção à cidade de Ribeirão do Largo. Recentemente, a Câmara de Vereadores foi arrombada e os bandidos levaram equipamentos de TV, um computador e até um forro do sofá, segundo informou o presidente da Casa, Parmênio Lima.
No dia 21 de março, foi a vez do posto de combustíveis Mangerona ser assaltado. Por volta das 08:30h da manhã, um marginal de posse de um revólver, rendeu o frentista e subtraiu a quantia de 6 mil reais, segundo denunciou à polícia, o empresário Carlos Ribeiro. Estes relatos nos trazem algumas reflexões que precisam ser analisadas com muita maturidade e percepção quanto aos seus indicativos. Macarani, hoje, deixou de ser uma cidade coadjuvante no contexto regional, principalmente na chamada macro região, que abrange 13 municípios, supostamente, ricos em pecuária, passando a ser referência de progresso, crescimento habitacional e empresarial e aumento da qualidade de vida de seus habitantes, despertando o interesse de todo o sudoeste. Inquestionavelmente, se a cidade desenvolve, e isso é positivo, por outro lado, desperta também a gana de bandidos e malfeitores. Neste paralelo, o bem acaba se confrontando com o mal e os clamores são inevitáveis. O mundo evolui a cada instante e Macarani não poderia continuar alheia a esta evolução. O atual gestor municipal não deveria seguir a mesma linha administrativa de antecessores e governar, no “banho Maria”, mantendo a cidade regressiva em relação as que lhe cercam. O progresso chegou de vez e não retrocederá. Mas e a segurança pública? Essa tem que existir e com eficiência. E de quem é a responsabilidade em manter a sociedade protegida da marginalidade? Embora o tema seja explorado no âmbito municipal com a intenção de denegrir o governante, até o mais incauto cidadão tem a resposta na ponta da língua: segurança pública é dever do Estado e não do município. E o que tem feito o Governo Estadual em prol da segurança pública? São perguntas que não calam e tomam conta do nosso imaginário. Entretanto, o prefeito não deve lavar as mãos como fez Pilatos no caso de Jesus. O prefeito Carlinhos tem se preocupado com este seguimento, mas seu raio de ação é limitado por força constitucional. Um município não pode gerir o que não é de sua competência. O que pode ser feito são parcerias para que o trabalho seja facilitado, já que o Estado não garante a integralidade do serviço policial com todo o seu aparato. Em Macarani a Polícia Civil contou por muito tempo, com uma viatura velha, praticamente sem condições de uso, dificultando o trabalho investigativo do delegado e seus agentes. À exemplo de outros lugares, só em meados do ano passado a Polícia Civil de Macarani recebeu uma nova viatura, o que facilitou um pouco mais as ações dos valorosos homens da corporação. Apesar disso, o sistema carcerário continua falido com excesso de presos, numa estrutura física desumana, tanto para os detentos quanto para os profissionais desenvolverem seu trabalho. Na polícia Militar o drama é ainda maior. A única viatura que serve a instituição se encontra em estado degradante, sem falar na falta de aparelhamento e armamento ultrapassado. Se não fosse a parceria com a Prefeitura, não teriam nem condições de sair do quartel. No inicio do seu governo, o prefeito Carlinhos firmou parceria com o então comandante da 8ª CIPM - Companhia Independente da Polícia Militar, Tenente Coronel Souza Neto, para um trabalho conjunto que resultaria numa segurança mais qualificada em benefício da comunidade de Macarani. Pelo acordo, a Prefeitura disponibilizaria um automóvel Ranger, 4X4, cabine dupla e de carroceria para ser utilizado na zona rural e construiria um modulo policial no Bairro Marjórie Parque, para aproximar a Policia da população daquela localidade. O carro foi disponibilizado e o Módulo construído, mas, infelizmente, a Polícia não pôde cumprir sua parte no acordo por falta de efetivo. Para auxiliar nas rodas urbanas, o prefeito Carlinhos cedeu ao comando local da PM um veiculo UNO, que continua servido nas incursões policiais. A Prefeitura também fornece combustível e, quando solicitada, paga a manutenção da viatura quando esta sofre alguma avaria e fica impossibilitada de rodar, além de ajuda alimentar. Como se vê, o município de Macarani não é omisso quando se trata de segurança pública. O Governo “O Futuro Começa Agora” se empenha, dentro dos seus limites, para ajudar os briosos Policiais na ativa em Macarani a desenvolverem o seu trabalho. Aguardamos esperançosos pelo dia em que o Estado cumprirá o seu papel garantindo aos cidadãos a segurança que lhe é garantida pela Constituição Federal.

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