10 de mai de 2011

Vulcabras/Azaleia fecha fábrica no Rio Grande do Sul

A Azaléia fechou sua fábrica no município gaúcho de Parobé (cidade localizada a 79 quilômetros de Porto Alegre) e demitiu mais de 800 trabalhadores. A medida foi confirmada em nota divulgada pela empresa na tarde desta segunda-feira. A justificativa para o fechamento da fábrica foi a concorrência cada vez maior com os calçados importados. Trata-se, ainda segundo a empresa, de uma medida necessária por questões de competitividade.
O comunicado prevê uma redução de 8.000 pares de calçados por dia pela empresa, que produz cerca de 250 mil pares diários. "Reduzir empregos é sempre uma medida penosa, porém necessária. Na atual conjuntura econômica brasileira, os setores intensivos em mão de obra (entre eles a indústria de calçados), são obrigados a realizar ajustes em função de vários fatores adversos que já foram extensivamente diagnosticados, mas que seguem intocados pela política econômica e, incompreensivelmente, com perspectivas cada vez mais claras de consolidação". Diz a nota da empresa. A Azaléia, que mantinha sua fábrica em Parobé há 50 anos, afirma que manterá os benefícios de cesta de alimentos, assistência médica e creche pelo período de três meses para os funcionários desligados. Serão mantidas na unidade as diretorias de Marketing e Desenvolvimento de Produtos, de Tecnologia, de Planejamento e as áreas de suprimentos, logística e recursos humanos. A empresa tem cerca de 44 mil funcionários. A Azaléia pertence ao grupo Grendene, de gaúchos, que estão transferindo as suas fábricas para a Índia. Ou seja, criam empregos na Índia, e desempregam no Brasil, depois de o grupo ter se beneficiado durante décadas de benefícios fiscais em vários Estados no País. O fechamento da fábrica em Parobé e a demissão de mais de 800 trabalhadores, devem ser integralmente creditados à presidente Dilma e ao governador do Rio Grande do Sul, o peremptório Tarso Genro, conforme o deputado estadual gaúcho Giovani Feltes (PMDB)

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