23 de jun de 2011

Por quanto tempo se engana as pessoas?

É possível enganar todas as pessoas durante parte do tempo ou enganar parte das pessoas durante o tempo todo, mas uma coisa é impossível: enganar todas as pessoas o tempo todo. Vemos governos que tombam um atrás do outro e criam um efeito dominó quando se vê pela televisão que derrubar um ditador é possível.
Ainda hoje, no século do individualismo, interesses coletivos se levantam em nome da liberdade. Em ambiente de trabalho, segue-se a mesma linha. Canalhas se revelam e caem com o tempo, enrolados na própria corda que teceram. Eles chegam, fazem seu marketing, conquistam a simpatia, ganham a confiança dos chefes que, normalmente, trazem consigo o dom de dar ouvidos às pessoas que menos merecem ser ouvidas. Ganham credibilidade e todo aquele que se levanta para
gritar que "o rei está nu" (como na fábula da roupa nova do rei) é imediatamente execrado pelo púlpito conquistado pelo célebre canalha, que se não tem nenhum caráter, traz o carisma que seduz os tolos. Cegos, todos caminham atrás deles que contam sempre com a sorte daqueles que a incompetência esqueceu de favorecer. Segue-se, então, o ápice da parábola e, logo a seguir, a queda vertiginosa e o rastro de destruição de suas ações. Todos execram seu nome e suas ações. Maldizem-no e suas gerações.... Vem um tempo de calmaria e de reestruturação. Trabalha-se muito para reerguer-se das cinzas e do rastro de danos que ele deixou. Renasce-se, então, dos escombros. Até que um dia, surge outro canalha com um sorriso no rosto, com uma conversa sedutora. Os chefes mais uma vez fecham seus ouvidos (como sempre) e seguem o canto das sereias. O ciclo recomeça no eterno pulsar da vida... Tudo de novo, outra vez e sempre, mas nunca o mesmo o tempo todo, pois mesmo os canalhas se revezam no ofício. É a ética amoral da classe..

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